Centrais sindicais reforçam apoio a Lula, e Boulos fará viagens pela reeleição


Oito centrais sindicais divulgaram na terça-feira (6) uma nota de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. No mesmo dia, a Folha de S.Paulo informou que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, fará viagens por cidades do país para pedir votos para o presidente.
No documento, as entidades afirmam que a eleição de Lula "fortalecerá a atuação do Executivo junto ao Congresso Nacional" em pautas como o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem corte de salário. As centrais defendem que a campanha converse com quem votou em Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), com eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL) e com quem votou em branco, anulou o voto ou não compareceu.
"É preciso romper a bolha e olhar para o conjunto da sociedade, e não apenas para partes dela", diz a nota. Segundo a Folha, as entidades avaliam que o resultado do primeiro turno mostrou a necessidade de reconhecer limitações e corrigir rumos.
Assinam o texto os presidentes da CUT, Sérgio Nobre; da Força Sindical, Miguel Torres; da UGT, Ricardo Patah; da CSB, Antonio Neto; e da NCST, Sônia Maria Zerino da Silva, além do presidente em exercício da CTB, Ronaldo Leite, e de dirigentes da Intersindical e da Pública, Central do Servidor, de acordo com o Poder360.
Boulos deve concentrar as agendas em periferias, com atenção especial às regiões Sul e Sudeste, segundo a Folha. Estão previstas atividades na cidade de São Paulo, onde Lula teve mais votos que Flávio no primeiro turno. Um dos objetivos da campanha é ampliar a votação nos redutos do presidente e reduzir a abstenção. O ministro não pretende se licenciar do cargo e afirma que fará as atividades fora do horário de expediente.
No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%. A abstenção foi de 21%, a maior desde 1998, segundo a BBC News Brasil.
