Leite e Zucco fazem na sexta a primeira reunião da transição de governo no RS


O governador Eduardo Leite e o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, terão na sexta-feira (9), às 9h, no Palácio Piratini, a primeira reunião para iniciar oficialmente a transição de governo. Os detalhes foram apresentados por Leite na terça-feira (6), em entrevista coletiva no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre.
Leite prometeu um processo "exemplar, com absoluta transparência e maturidade institucional" e disse que todas as informações e os projetos em andamento serão repassados à nova equipe. O Estado vai ceder um andar do prédio Guaíba para o escritório da transição, estrutura prevista em lei de 2022, com cargos em comissão que poderão ser indicados pelo novo governo.
A coordenação política ficará com o chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, e a técnica, com a secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Dani Calazans. Segundo o governador, as secretarias já preparam cadernos de transição com contratos, programas e projetos que vencem nos primeiros meses de 2027, além de dados de orçamento. "Queremos assegurar que nenhum projeto tenha solução de continuidade", afirmou.
Na coletiva, Leite citou como resultados da gestão o pagamento em dia dos servidores, investimentos em saúde e educação, a ampliação do sistema prisional e o programa RS Seguro, que, segundo ele, reduziu indicadores de criminalidade. O governador disse esperar que o novo governo mantenha a política de segurança. Ele reconheceu que desafios estruturais continuam, como a dívida com a União e o estoque de precatórios. "Entregamos um Estado muito melhor do que recebemos, mas com tarefas que exigem articulação política e diálogo federativo", disse.
O Relatório de Transparência Fiscal do segundo quadrimestre, divulgado no mesmo dia pela Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), mostra que a dívida consolidada líquida equivale a 168,41% da receita corrente líquida, que chegou a R$ 68,3 bilhões em 12 meses. A despesa com pessoal do Executivo ficou em 43,19% da receita, abaixo do limite prudencial de 46,55% da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo o relatório, o resultado orçamentário positivo de R$ 7,7 bilhões no ano segue influenciado por fatores extraordinários, como operações de crédito e a suspensão do pagamento da dívida com a União. A despesa efetiva cresceu 8,6%, e o ICMS teve queda real de 1,9% em relação a 2025, considerada a inflação.
