EUA atribuem fechamento da embaixada no Brasil antes da eleição a 'problema de segurança'


O governo dos Estados Unidos atribuiu a um "problema de segurança" o fechamento da embaixada em Brasília e dos consulados no Brasil no fim de semana do primeiro turno das eleições. A declaração, do secretário-assistente para assuntos da América Latina, Juan Pablo Segura, foi dada a jornalistas na sexta-feira (2) e divulgada pelo Departamento de Estado na terça-feira (6).
Segura não deu detalhes sobre o motivo. "Trabalhamos com os serviços de segurança para lidar com a questão de segurança. E, bem, isso é tudo que posso compartilhar sobre o que aconteceu lá", afirmou.
A embaixada e os consulados suspenderam o atendimento presencial na sexta-feira, dois dias antes da votação, e retomaram os serviços na segunda-feira (5). Ao anunciar a suspensão, o governo americano disse que a segurança dos cidadãos dos Estados Unidos era sua "máxima prioridade". Segundo a TV Globo, uma fonte do governo americano mencionou uma ameaça de bomba, sem esclarecer se o alvo era a própria embaixada ou outro local em Brasília.
A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão na sexta-feira para investigar possíveis ameaças contra embaixadas na capital. De acordo com a TV Globo, os alvos foram identificados por comentários publicados em redes sociais e, a princípio, não têm ligação entre si. O caso foi comunicado pelo governo americano à embaixada, que informou o Ministério das Relações Exteriores, e o Itamaraty acionou a PF.
No domingo (4), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que as investigações não encontraram risco nem indícios de planos de ataque. "Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada", afirmou.
O presidente americano, Donald Trump, comentou o resultado da eleição brasileira na segunda-feira. Sem citar nomes, ele classificou a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como "uma grande vitória, bem apertada" e disse que o segundo turno será "muito acirrado", segundo a BBC News Brasil. Trump também elogiou a rapidez da apuração no Brasil para criticar o sistema de votação dos Estados Unidos.
