Paramount conclui compra da Warner por US$ 110 bilhões e cria a Skydance
A Paramount Skydance concluiu na terça-feira (6) a compra da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, cerca de R$ 548 bilhões, e criou uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. A nova companhia se chama Skydance e passou a ter ações negociadas na Bolsa de Nova York com o código SKYD.
O grupo reúne os estúdios Warner Bros. e Paramount Pictures, os serviços de streaming HBO Max e Paramount+, os canais HBO, CNN e CBS e franquias como "Harry Potter", "Game of Thrones", "Batman", "Missão: Impossível" e "Top Gun". Segundo o g1, a soma das operações pode chegar a 200 milhões de assinantes.
A empresa será comandada por David Ellison, filho do cofundador da Oracle, Larry Ellison. O ex-presidente da Mattel Ynon Kreiz será co-CEO e cuidará das operações e da integração. De acordo com a Folha de S.Paulo, Ellison promete lançar 30 filmes nos próximos dois anos e mais 32 nos três seguintes; no ano passado, a Warner lançou 11 filmes, e a Paramount, nove.
A venda encerrou uma disputa iniciada em 2025. Em dezembro daquele ano, a Netflix anunciou acordo de US$ 83 bilhões por parte dos ativos da Warner. Em fevereiro, a Paramount elevou sua oferta pela empresa inteira para US$ 110 bilhões, e a Netflix desistiu por considerar que o negócio deixou de ser financeiramente atraente.
A Skydance começa com cerca de US$ 80 bilhões em dívidas e pretende economizar US$ 6 bilhões em custos, o que deve incluir cortes de empregos, segundo a Reuters. A fusão foi liberada após acordo com uma coalizão de 12 estados americanos liderada pela Califórnia, que prevê janela exclusiva de 45 dias nos cinemas, compromissos com sindicatos e um conselho para garantir a independência editorial da CNN. No Brasil, o Cade aprovou a operação sem restrições.
Críticos do acordo apontam a concentração de mercado: a entidade de exibidores Cinema United afirma que a Skydance vai dominar 40% do calendário de estreias. Também há questionamentos sobre a proximidade de Larry Ellison com o presidente Donald Trump, de quem é apoiador, segundo a Folha. A CNN seguirá sob o comando de Mark Thompson, e a CBS News, com a editora-chefe Bari Weiss.