Leilão do pré-sal tem 7 de 13 áreas arrematadas e rende R$ 530 milhões à União


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu nesta quarta-feira (7) sete das 13 áreas do pré-sal oferecidas em leilão nas bacias de Campos e de Santos. Os bônus de assinatura dos blocos arrematados somam R$ 530,5 milhões, menos da metade do R$ 1,23 bilhão que o governo federal arrecadaria se todas as áreas tivessem sido concedidas.
A brasileira Prio Forte ficou com dois blocos na Bacia de Campos (Magnetita e Hematita), e a Petrobras levou Azurita, também em Campos, e Cruzeiro do Sul, em Santos. A norueguesa Equinor arrematou Rubi sozinha e Rodocrosita em consórcio com a portuguesa Galp. O bloco Jade ficou com o consórcio das chinesas CNOOC e Sinopec. Cada uma das sete áreas recebeu uma única oferta, ou seja, não houve disputa entre concorrentes.
O leilão seguiu o regime de partilha. Nesse modelo, o bônus de assinatura é fixo e vence quem oferecer à União a maior fatia do petróleo excedente, depois de descontados os custos de produção. Segundo o Poder360, os percentuais oferecidos variaram de 7,18% (Hematita) a 32,8% (Magnetita), e os sete blocos devem receber investimentos estimados em R$ 778,4 milhões.
Foi a maior oferta de áreas do pré-sal desde a adoção do modelo atual de leilões, em 2022. Dezenove empresas estavam habilitadas, entre elas gigantes como Exxon, Chevron, TotalEnergies e Shell, mas a habilitação não obrigava a apresentar proposta. Ficaram sem oferta Turmalina e Larimar, em Campos, e Aragonita, Opala, Granada e Cerussita, em Santos.
Na parte da tarde, a ANP leva a leilão, no regime de concessão, cerca de 300 blocos fora do pré-sal, em nove bacias das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. A agência retirou cinco áreas da Bacia do Parnaíba na segunda-feira (5), depois de identificar erro na delimitação ligado a critérios socioambientais.
O leilão é questionado na Justiça pelo instituto Arayara, que aponta sobreposição com territórios quilombolas e indígenas, e criticado pelo Observatório do Clima, segundo a Folha de S.Paulo. Na abertura da sessão, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, afirmou que o governo pretende incluir nos próximos meses cerca de 50 novos blocos na Bacia de Pelotas, no litoral do Sul do país.
