Cheia de rios deixa mais de 300 pessoas fora de casa na Fronteira Oeste do RS
A cheia de rios deixou mais de 300 pessoas fora de casa na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (7). A situação mais preocupante é em Uruguaiana, onde o Rio Uruguai segue em elevação e a previsão é de mais chuva na região.
Em Uruguaiana, o rio chegou a 9,20 metros pela manhã, 70 centímetros acima da cota de inundação, que é de 8,5 metros. A enchente deixou 57 pessoas fora de casa, principalmente nos bairros Santo Antônio e Mascarenhas de Moraes. Parte dos moradores foi levada para abrigos; outros estão acampados perto das casas alagadas ou na casa de familiares.
Em Alegrete, o Rio Ibirapuitã, que também transbordou, baixa lentamente, com cerca de 250 pessoas atingidas. Em Manoel Viana, São Borja e Itaqui, os rios também estão acima da cota de inundação, mas a situação é de maior estabilidade.
A previsão indica aumento da instabilidade ao longo da quarta-feira, com as condições mais severas entre a tarde e a noite nas regiões da Campanha, Oeste, Missões, Centro, Noroeste e Norte. Nessas áreas, as rajadas de vento podem passar de 80 km/h e há risco de granizo. Os volumes previstos para o dia variam de 10 a 60 milímetros; Barra do Quaraí aparece entre os municípios com maior acumulado estimado, cerca de 47 milímetros.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de tempestade para o estado nesta quarta-feira, um de perigo (laranja) e outro de perigo potencial (amarelo). Já nos Vales, na Serra, na Região Metropolitana de Porto Alegre e em grande parte do Litoral, a tendência é de tempo mais firme, com variação de nuvens.
Segundo a CNN Brasil, o risco de tempestades severas aumenta na manhã de quinta-feira (8) no Oeste, nas Missões e no Noroeste, com acumulados de 80 a 100 milímetros e possibilidade de tornados. Para sábado (10), a previsão é de formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Os rios do estado estão com níveis elevados desde julho, depois de meses de chuva acima da média, o que aumenta o risco de novos transbordamentos.