PF prende funcionários de aeroporto suspeitos de embarcar cocaína em voos em Guarulhos
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (7) uma operação contra uma organização suspeita de enviar cocaína ao exterior pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com a participação de funcionários de empresas que atuam no terminal. A Operação Elenco e Cross Targets cumpre 21 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão.
Segundo a PF, os funcionários investigados usavam o acesso a áreas restritas para colocar malas com droga nos compartimentos de carga de voos internacionais e para trocar etiquetas de bagagens. De acordo com a CNN Brasil, a investigação aponta que o grupo foi contratado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para enviar cocaína à Europa. Até o fim da manhã, 12 pessoas tinham sido presas, nove delas ex-funcionários do aeroporto, segundo a emissora.
Os mandados são cumpridos em Guarulhos, Santo André e na capital paulista, além de Ibitiúra, em Minas Gerais, por cerca de 29 equipes da PF, com apoio da Polícia Militar de São Paulo. As ordens foram expedidas pela 1ª e pela 4ª Varas Criminais Federais de Guarulhos.
A investigação começou com apreensões de cocaína no próprio aeroporto e avançou depois de prisões em flagrante em julho de 2025. Naquele mês, um funcionário de uma empresa que presta serviço no terminal foi preso, segundo a PF, depois de colocar malas com cocaína em um voo para Joanesburgo, na África do Sul. No mesmo período, foi preso o homem apontado como líder do grupo.
A análise do material apreendido permitiu identificar ao menos seis remessas de cocaína em menos de três meses, além de uma tentativa de envio por troca de etiqueta de bagagem, informou a PF.
A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 4,07 milhões, proibiu o acesso deles às áreas restritas do aeroporto e suspendeu o credenciamento dos funcionários. Os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação e uso de documento falso. As reportagens não informaram os nomes dos presos nem a posição das defesas.