Lula põe Camilo Santana na coordenação da campanha e cobra posição do PL sobre a 6x1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reorganizou o comando da campanha para o segundo turno e incluiu o senador Camilo Santana (PT-CE) na coordenação-geral, ao lado do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A mudança foi definida em reuniões no Palácio da Alvorada, em Brasília, segundo a CNN Brasil.
Camilo é ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação. De acordo com a CNN, os governadores Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fonteles (PI) e os senadores Rui Costa e Jaques Wagner também vão reforçar a equipe. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.
Em declaração na sede da coordenação da campanha, Lula voltou a defender a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, em discussão no plenário do Senado. O texto prevê jornada máxima de 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário. Lula disse que a votação é o "primeiro teste" para o PL dizer "o que quer desse país" e afirmou que o partido tenta atrapalhar a análise da proposta.
"Na hora que o Senado começa a votar, a máscara vai começar a cair", declarou o presidente. Nesta quarta-feira (7), ele também publicou um vídeo nas redes sociais em que convoca apoiadores a irem às ruas para impedir o que chamou de "retrocesso" no país.
Flávio Bolsonaro se posiciona contra o fim da escala 6x1 nos moldes em discussão no Congresso. O candidato do PL defende uma jornada flexível, negociada entre empregado e empregador, o que poderia incluir redução de salário em caso de diminuição da carga horária. "Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa que está na mesa, que é dar liberdade para que o trabalhador escolha a sua própria carga horária", afirmou Flávio na terça-feira (6).
Integrantes do PL e do Republicanos tinham reunião prevista para esta quarta para definir a estratégia sobre a votação, segundo o g1. Em agosto, a campanha de Flávio tentou evitar que a PEC fosse votada durante o período eleitoral, com o argumento de que uma mudança desse tamanho deveria ser discutida com mais profundidade depois da eleição.