Republicanos oficializa apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas não fecha questão
O Republicanos declarou na quarta-feira (7) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, em que ele enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A votação está marcada para 25 de outubro.
O anúncio foi feito pelo presidente nacional do partido, o deputado reeleito Marcos Pereira (SP), na sede da legenda, em Brasília, depois de uma reunião com Flávio. Participaram o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho, e a senadora Damares Alves (DF).
O apoio é institucional, mas o partido não fechou questão. Na prática, integrantes que preferirem fazer campanha para Lula não serão punidos. Pereira citou expressamente a Paraíba e Pernambuco, estados onde a sigla tem aliados do presidente. “Não é uma decisão incondicional [...] não é um cheque em branco”, afirmou o dirigente.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não participou do anúncio. O jornal informa que um dos objetivos do partido é manter o comando da Casa na eleição da Mesa, em fevereiro de 2027, tema que teria sido tratado na conversa entre Flávio e Pereira, sem definição. O acordo foi encaminhado por Tarcísio, de acordo com a publicação.
Nas eleições deste ano, o Republicanos manteve 41 cadeiras na Câmara dos Deputados e elegeu dois senadores. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na mesma quarta-feira, o partido Novo também formalizou apoio ao candidato do PL, um dia depois de seu ex-candidato à Presidência, Romeu Zema, fazer o mesmo. Flávio já havia recebido o apoio da federação formada por União Brasil e PP, do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD). O Podemos deve anunciar posição nesta quinta-feira (8).
Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), terceiro e quarto colocados no primeiro turno, disseram que não apoiarão nenhum dos dois candidatos.