Elefante-marinho dá à luz na Praia do Cassino, primeiro nascimento registrado no RS

Uma fêmea de elefante-marinho deu à luz um filhote na faixa de areia da Praia do Cassino, em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. Segundo o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), trata-se do primeiro nascimento da espécie registrado no estado.

"Só tiveram três nascimentos no Brasil", afirmou Sérgio Curi Estima, coordenador do Projeto Pinípedes do Sul. Depois da confirmação, o local foi isolado, e o Nema passou a monitorar a saúde da mãe e do filhote.

A fêmea deve permanecer na praia por pelo menos 20 dias para amamentar e, nesse período, não volta ao mar para se alimentar. "A gente vai ter a oportunidade de ver ele crescer aqui na nossa praia. Ele pode ganhar em torno de 5 a 8 kg por dia, só com o alimento da fêmea", disse o pesquisador.

Os técnicos registraram intensa troca de sons entre mãe e filhote nas primeiras horas, comportamento que, segundo Estima, ajuda os animais a se reconhecerem. "Se eles estivessem em uma colônia, seriam milhares de animais. Então, a vocalização é muito importante para eles se encontrarem", explicou.

O Nema pede que a população evite ir em grande número ao local. Quem for à praia deve respeitar a área de isolamento, manter distância e não fazer barulho. A principal recomendação é não levar animais domésticos à orla. "O maior problema que a gente pode ter nesse momento é a presença de cachorros", afirmou o representante do núcleo.

Nos últimos dias, um elefante-marinho macho, de grande porte, também foi visto perto da antiga passarela de acesso à praia. Segundo o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), a presença da espécie não é comum na região: os animais costumam parar em praias durante os deslocamentos para descansar e precisam de espaço e tranquilidade nesses momentos.

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