Augusto Cury, Podemos e diretórios do MDB anunciam apoio a Flávio; UP declara voto em Lula
O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, declarou na quinta-feira (8) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para 25 de outubro. Cury recebeu 3.448.569 votos, ou 2,89% dos válidos.
Em nota, ele afirmou que conversou com Flávio "olho no olho" e que não participará do eventual governo. Segundo Cury, o apoio não envolve cargos e é "condicionado" a oito compromissos públicos, entre eles o fim da reeleição presidencial, financiamento para até dez milhões de microempresas, apoio ao cooperativismo, a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos e o combate à corrupção. "A confiança de Augusto Cury não constitui um cheque em branco", diz o texto. Flávio agradeceu e disse que os apoios recebidos "não são carta em branco".
Também na quinta, o Podemos oficializou apoio a Flávio após reunião em Brasília. "As urnas foram abertas e o Brasil quer mudança", disse a presidente do partido, deputada Renata Abreu (SP). Na véspera, a ex-candidata Clariana Barão (DC) havia feito o mesmo. Republicanos, Novo, PP, União Brasil, o ex-presidente Michel Temer (MDB) e os ex-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) já tinham declarado apoio.
No MDB, que não fechará questão por regras internas, diretórios estaduais decidiram apoiar o candidato do PL após reunião com o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, articulada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O g1 fala em 16 diretórios, e o Estadão, em ao menos 17, incluindo os do Rio Grande do Sul, de São Paulo, de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina. Diretórios do Amazonas, do Pará e do Nordeste ficaram de fora. O anúncio será feito em um ato na terça-feira (13), em São Paulo.
No campo de Lula, a Unidade Popular (UP), da ex-candidata Samara Martins, declarou apoio ao petista e convocou a militância a votar no número 13. O partido defendeu o fim da escala 6x1 e aumento do salário mínimo. Samara teve 122.911 votos no primeiro turno.
No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.