Dieta nórdica é associada a risco de morte até 6% menor, aponta estudo
Seguir uma dieta nórdica saudável pode estar associado a um risco menor de morte ao longo de mais de duas décadas, segundo estudo publicado em 7 de outubro na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Dinamarca a partir de dados de saúde de mais de 64 mil adultos de meia-idade e idosos da Suécia.
Em vez de acompanhar pessoas por 24 anos, os pesquisadores usaram os dados para simular um ensaio clínico e estimar o que aconteceria se os participantes seguissem diferentes padrões alimentares por longo período. Pelos cálculos, a adesão à dieta nórdica saudável foi associada a um risco de morte por qualquer causa 4% menor em comparação com quem seguisse as recomendações nutricionais nórdicas de 2023. Em relação a um cenário sem nenhuma mudança na alimentação, a redução estimada chegou a 6%.
A dieta nórdica reúne hábitos alimentares tradicionais de Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Assim como a mediterrânea, prioriza alimentos de origem vegetal, peixes e gorduras insaturadas. A diferença está nos ingredientes: em vez de azeite e trigo, aparecem óleo de canola, aveia, centeio, maçãs, frutas vermelhas, raízes, repolho e peixes gordurosos, como o salmão.
Os autores fazem ressalvas. Os resultados são estimativas baseadas em cenários hipotéticos, que pressupõem que as pessoas manteriam a mesma alimentação por décadas, o que nem sempre ocorre. O estudo também não encontrou redução clara nos casos graves de doenças do fígado na comparação com as recomendações de 2023, e as diferenças observadas entre grupos de participantes precisam ser confirmadas por outras pesquisas.
Para o autor principal, Michael Fridén, da Universidade de Aarhus, há razões para considerar que uma alimentação nórdica tradicional, rica em frutas vermelhas, gorduras insaturadas e fibras, favoreça a saúde. Os pesquisadores destacam ainda que o modelo valoriza alimentos produzidos ou pescados na própria região.
Segundo os autores, a dieta nórdica ainda foi menos estudada do que a mediterrânea, mais conhecida por seus benefícios à saúde, e são necessárias novas investigações para entender seus efeitos no longo prazo.