Rede de proteção à mulher no DF passa de 14 para 32 equipamentos, diz Celina Leão

A governadora Celina Leão (PP) afirmou na sexta-feira (9) que a rede pública de proteção às mulheres do Distrito Federal passou de 14 para 32 equipamentos. O balanço foi apresentado em entrevista durante a inauguração da rádio Alpha FM, em Brasília.

Segundo a governadora, quatro Casas da Mulher Brasileira foram entregues em regiões que não tinham esse tipo de atendimento. As unidades concentram acolhimento, orientação e encaminhamento para vítimas de violência, inclusive as que ainda não se sentem prontas para registrar ocorrência na delegacia. "A Casa da Mulher Brasileira é o ambiente adequado", disse.

Os serviços foram reunidos no aplicativo Mulher Segura DF. A rede inclui auxílio-aluguel para vítimas de violência, passe livre, os programas Acolhe Mulher e Viva Flor e o policiamento da PMDF voltado à violência doméstica e familiar. Sobre o Viva Flor, que acompanha mulheres em situação de risco independentemente de decisão judicial, Celina afirmou: "Eu nunca perdi nenhuma mulher que tá sob a cobertura desse programa".

A governadora também citou os programas Renova e Qualifica, de qualificação profissional, como caminho para dar autonomia financeira a quem precisa deixar uma relação abusiva. Ao falar sobre feminicídio, disse que o problema "está muito arraigado na nossa sociedade" e que "muitas não têm coragem de denunciar". Ela defendeu ainda ações nas escolas para combater estereótipos machistas.

A ampliação deve continuar nas próximas semanas. Em março, a Secretaria da Mulher anunciou uma nova unidade da Casa da Mulher Brasileira na Asa Sul, com inauguração prevista para outubro, segundo o Correio Braziliense. A unidade de Ceilândia, apontada pela secretaria como a principal porta de entrada da rede, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

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