Justiça revoga prisão de auxiliar técnico do Grêmio, que deixa penitenciária em Canoas


A Justiça revogou nesta sexta-feira (9) a prisão preventiva de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio, segundo a defesa. Ele deixou a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), na Região Metropolitana de Porto Alegre, um dia depois de ser preso ao desembarcar com a delegação do clube no aeroporto Salgado Filho, na volta do empate com o Remo, em Belém.
De acordo com os advogados, a decisão foi tomada pelo juízo de Esteio às 18h40 e acompanhou parecer favorável do Ministério Público. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que não pode confirmar a informação porque o processo tramita em sigilo. Segundo a advogada Bruna Aspar Lima, o alvará de soltura foi expedido sem novas medidas judiciais.
A prisão estava ligada ao suposto descumprimento de uma medida protetiva pedida pela ex-companheira de Mendes, em vigor desde 5 de março. O episódio teria ocorrido entre o fim de agosto e o início de setembro, durante a Expointer, em Esteio, onde os dois estiveram. A medida protetiva continua valendo: o auxiliar não pode se aproximar nem manter contato com a ex-companheira.
Em nota, a defesa disse que a acusação é falsa. "Alexandre e sua ex-cônjuge estiveram presentes no Parque de Exposições de Esteio (Expointer), local público frequentado por milhares de pessoas. Jamais houve aproximação ou intenção de aproximação", afirmaram os advogados, que pediram a quebra do sigilo telefônico dos dois para comprovar onde cada um estava. Segundo o ge, a defesa sustentou que não houve contato físico nem eletrônico nem aproximação a menos de 250 metros.
Mendes, de 62 anos, trabalha com Renato Portaluppi há 21 anos. Em 2024, um inquérito da Delegacia da Mulher de Porto Alegre terminou sem indiciamento dele. Em setembro de 2025, porém, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público por violência psicológica contra a ex-companheira, com quem ele teve um relacionamento de seis anos. Essa ação ainda não tem sentença.
O Grêmio informou que acompanha os desdobramentos do caso, que classificou como de natureza estritamente pessoal, e que vai se manifestar quando reunir todos os elementos do processo.
