Incêndio atinge reserva extrativista no Xingu e afeta casas e plantações de cacau
Um incêndio que começou na quarta-feira (7) na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfrísio, em Altamira, no Pará, ainda estava ativo na sexta-feira (9), segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O fogo atinge áreas de plantação de cacau e avança sobre a mata nativa. De acordo com o instituto, casas de cinco famílias foram afetadas.
Há três focos de incêndio na reserva, nas comunidades Boa Saúde 2, Novo Paraíso e Morro Verde. Criada em 2004, a Resex tem 736 mil hectares e fica na bacia do rio Xingu, uma das regiões da Amazônia mais afetadas pelo desmatamento.
Segundo o ICMBio, as chamas avançam por causa da estiagem. A seca também dificulta o acesso: a viagem de barco até a área leva cerca de 48 horas e, com os rios baixos, não é possível neste momento. Por isso, o instituto só começou a atuar no local na sexta-feira.
"A aeronave disponibilizada pelo ICMBio começou a operar nesta sexta-feira e foi utilizada para um monitoramento de reconhecimento para verificar a dinâmica do incêndio e as estratégias de combate. Esta aeronave também será utilizada para prestação de ajuda humanitária aos moradores", informou o órgão em nota.
A brigada do Núcleo de Gestão Integrada Terra do Meio, ligada ao ICMBio, combateu um foco perto de uma área comunitária em Novo Paraíso. A Defesa Civil de Altamira separou kits de ajuda humanitária, que serão levados aos moradores na aeronave do instituto.
As reservas extrativistas são unidades de conservação federais em que comunidades tradicionais vivem e tiram seu sustento de atividades como coleta de castanha, cacau e pesca, com uso controlado dos recursos naturais.
O fogo no Pará ocorre em meio a uma estiagem que também agrava as queimadas em outros estados da Região Norte. No Amazonas, a fumaça de incêndios já afeta mais de 20 cidades, incluindo Manaus, segundo o g1.