Turismo fatura R$ 25,5 bi em julho, recorde para o mês, e pode chegar a R$ 300 bi no ano

O turismo no Brasil faturou R$ 25,5 bilhões em julho, o maior valor para o mês desde o início da série, em 2012. Os dados são de levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), feito com base em números do IBGE.

De janeiro a julho, o setor faturou R$ 168,8 bilhões, alta de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado e também o maior valor já registrado para esses sete meses.

O transporte aéreo de passageiros foi a atividade que mais faturou em julho, com R$ 8,1 bilhões. A demanda por voos domésticos cresceu 4%, e o número de passageiros, 2,4%. Os meios de hospedagem vieram em seguida, com cerca de R$ 5,6 bilhões, mas tiveram queda de 1,4% na comparação com julho de 2025.

Na divisão por estados, 16 unidades da federação e o Distrito Federal registraram alta, e 10 tiveram queda. São Paulo manteve a liderança, com faturamento de cerca de R$ 7 bilhões no mês, perto de 40% do total do país. A maior variação foi na Bahia, que cresceu 18,7% e faturou R$ 759 milhões.

Para a FecomercioSP, o desempenho vem da combinação de viagens corporativas aquecidas com a procura maior por turismo de lazer. Segundo Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da entidade, as famílias passaram a priorizar as viagens mesmo com o orçamento mais apertado. "Se uma passagem aérea para um destino mais distante fica cara, a família pode optar por uma viagem mais próxima, de carro ou com veículo alugado", afirmou.

A projeção da entidade é de alta de 4% no faturamento do setor em 2026, o que levaria o total do ano para perto de R$ 300 bilhões, patamar inédito para o turismo brasileiro.