Lula e Flávio gastaram R$ 130,8 milhões no 1º turno; fundo eleitoral bancou a maior parte
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) gastaram juntas R$ 130,8 milhões no primeiro turno da eleição presidencial, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicados pelo jornal O Sul. Os dois voltam a se enfrentar no segundo turno, em 25 de outubro.
A campanha de Lula declarou R$ 65,6 milhões em despesas, R$ 22 milhões a menos do que arrecadou, e havia pago 53% desse total, ou R$ 34,8 milhões. O petista também fez doações de cerca de R$ 1 milhão a outros candidatos e partidos. A de Flávio registrou R$ 65,19 milhões em despesas, R$ 5,47 milhões abaixo da arrecadação, e não fez doações.
A maior parte do dinheiro veio de recursos públicos. Das receitas de Lula, de R$ 87,6 milhões, R$ 85 milhões saíram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), R$ 150 mil do fundo partidário e R$ 2,17 milhões de doações. Flávio arrecadou R$ 70,67 milhões: R$ 47 milhões do FEFC, R$ 9,65 milhões do fundo partidário e R$ 10,26 milhões de doações.
O principal gasto dos dois foi com "serviços prestados por terceiros": R$ 40,7 milhões de Lula e R$ 39,6 milhões de Flávio. As estratégias de divulgação foram diferentes. A campanha do PL aplicou R$ 9 milhões em impulsionamento digital, R$ 8 milhões deles nos 11 dias anteriores à votação, além de R$ 3,14 milhões em adesivos. A do PT gastou R$ 3,86 milhões em adesivos, R$ 3,04 milhões em impressos e R$ 2,69 milhões em impulsionamento. Com advogados, Lula gastou R$ 4,02 milhões e Flávio, R$ 3,33 milhões.
O limite de gastos no primeiro turno era de R$ 88,9 milhões por candidato. Somados os dois turnos, o TSE fixou o teto em R$ 133 milhões para cada campanha presidencial.