Exportações do agro brasileiro aos EUA caem 17,8% até setembro com sobretaxas americanas

As exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos caíram 17,8% de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) com base nas estatísticas oficiais do Comexstat, e foram publicados pela CNN Brasil.

No mesmo período, as vendas do setor para outros mercados avançaram 8,9%, o que indica redirecionamento de parte das exportações.

Entre os produtos agropecuários mais afetados pelas sobretaxas americanas estão o sebo bovino, cujas vendas aos EUA caíram 33,4%, e o fumo não manufaturado, com recuo de 32,2%. Fora do agro, a maior queda percentual foi da madeira de coníferas, de 50,6%, seguida dos granitos trabalhados, com 34,1%.

Os produtos sujeitos a tarifas adicionais de 25% a 37,5% somaram US$ 4,1 bilhões em vendas aos EUA, queda de 25,4%, o equivalente a cerca de US$ 1,4 bilhão a menos. Dos dez itens com as tarifas mais altas, nove registraram redução. Considerando todos os bens sobretaxados, a queda foi de 8,1%; entre os que não pagam tarifa adicional, de 5,1%.

No total, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 27,5 bilhões entre janeiro e setembro, recuo de 6,5%. Em setembro, porém, houve alta de 31,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, com vendas de US$ 3,5 bilhões.

Os Estados Unidos são um dos principais destinos das exportações brasileiras. As sobretaxas atingem produtos de cadeias com forte presença no interior do país, como a pecuária de corte, o fumo e a indústria madeireira.