Fachin deve receber na terça relatórios da PF que citam ministros do STF no caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deve receber na terça-feira (13) relatórios da Polícia Federal (PF) com menções a integrantes da Corte no caso do Banco Master, segundo o g1. O material foi requisitado por Fachin ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao confirmar uma reunião que havia sido pedida pelo delegado.

Em ofício, Fachin afirmou que nenhum fato nem ninguém deve ficar fora da apuração. De acordo com a reportagem, dos 10 ministros do Supremo, há citações, em graus diferentes, de pelo menos seis ministros ou parentes, além de referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Nas últimas semanas, a PF trabalhou na individualização das citações.

Segundo o g1, a PF avalia que o encontro pode resolver divergências provocadas pelo caso com o Supremo e permitir a retomada das investigações. A ala do ministro Alexandre de Moraes defende que não haja avanços antes do fim das eleições e que o presidente da Corte dê o mesmo tratamento a todos os citados. Aliados de Moraes e do ministro André Mendonça afirmam reservadamente que o melhor caminho seria enviar os elementos à Procuradoria-Geral da República, sem vincular a análise ao procurador-geral, Paulo Gonet, que também foi citado no caso.

As ligações de ministros com o caso começaram a vir a público em abril de 2025, com a revelação da contratação do escritório da mulher de Moraes pelo Banco Master, em contrato de cerca de R$ 130 milhões. Neste ano, a PF apontou que Moraes foi interlocutor de ao menos 52 mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.

Também surgiram negócios envolvendo fundos do Master e um resort da família do ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso. Em setembro, apareceram mensagens que citavam o ministro Nunes Marques e o filho dele, além do filho do ministro Luiz Fux. Sobre Mendonça, foram divulgados uma foto com advogado de Vorcaro e um encontro com o banqueiro. Também foi identificada a contratação, por Vorcaro, de Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes.

Todos os ministros e familiares negam irregularidades ou envolvimento com Daniel Vorcaro.