Tóquio: COB pagará mais de R$ 4 milhões a atletas medalhistas

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) vai premiar todos os atletas medalhistas nas Olimpíadas de Tóquio 2021. A delegação brasileira bateu recorde de medalhas na capital japonesa e trouxe pra casa – nada menos – que 21 “redondinhas” (sete ouros, seis pratas e oito bronzes). Os agraciados receberão um total de R$ 4,6 milhões a serem pagos pela entidade, com dinheiro privado.

- Nós fazemos contingenciamentos, cortamos despesas para termos condições de dar esse incentivo aos atletas em situações importantes, como os Jogos Olímpicos. Nossa ideia é continuar a fazer esse tipo de estímulo e aumentá-lo para Paris - afirmou o diretor-geral do COB, Rogério Sampaio.

O bônus será entregue aos atletas que ficaram nas três primeiras colocações. Assim, o ouro vale R$ 250 mil para indivíduos, R$ 500 mil para times com até seis integrantes e R$ 750 mil para equipes com sete ou mais; a prata tem prêmios entre R$ 150 mil e R$ 450 mil; e o bronze vai de R$ 100 mil a R$ 300 mil.

Rebeca Andrade, que foi ouro no salto e prata na individual geral na ginástica olímpica, recbe R$ 400 mil. A seleção masculina de futebol, com o ouro na decisão contra a Espanha, leva R$ 750 mil para dividir entre os convocados. Já a equipe feminina de vôlei, vice-campeã neste domingo (8), ganha R$ 450 mil pela prata, também para compartilhar entre o elenco e, assim por diante.

O COB sobrevive de doação de recursos privados, muito raros – mas, principalmente com verba da Lei Agnelo Piva, que vem de porcentagem das loterias federais. Mesmo assim, para as Olimpíadas em Paris, em 2024, já planeja aumentar o valor da premiação.

- Nosso plano A é aumentar os recursos e nosso plano B é refazer o plano A - afirmou o presidente do comitê, Paulo Wanderley.

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