Lula reúne milhares na Paulista; PM relata depredação e Flávio marca ato para dia 18


Um ato pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou neste domingo (11) a maior parte da Avenida Paulista, em São Paulo, com a participação do candidato. Batizada de Marcha pela Democracia, a manifestação foi convocada por movimentos sociais, estudantes, torcidas organizadas e comunidades de fãs de artistas pop. Não houve estimativa oficial de público; a campanha petista falou em mais de um milhão de pessoas.
Antes do ato, Lula disse que a semana será decisiva e cobrou o PL sobre a votação, no Senado, da proposta que acaba com a escala 6x1, marcada para quarta-feira (14). "A única coisa que a oposição pode fazer é a seguinte: demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor", afirmou. Ele voltou a criticar o corte de gastos proposto por Flávio Bolsonaro (PL), chamado de "tesouraço", e disse que a medida poderia atingir os mais pobres.
No discurso, Lula fez acenos aos jovens, pediu que eleitores acima de 70 anos compareçam às urnas e citou a abstenção de 21,08% no primeiro turno. Ele também apresentou os governadores petistas reeleitos do Ceará, do Piauí e da Bahia. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, criticou Flávio ao relacioná-lo ao caso do Banco Master.
Na dispersão, a Polícia Militar registrou ocorrências de tumulto, pichações e depredação em pontos da avenida, segundo nota da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Vídeos que circularam nas redes mostram pessoas, algumas com o rosto coberto, sobre a cobertura de vidro de uma entrada da estação Trianon-Masp. O Metrô informou que, até o início da noite, não tinha registro de vandalismo ou danos nas estações. Durante o ato, a companhia acionou seu plano de controle de multidão e fechou o acesso à Trianon-Masp até as 16h30.
Horas depois do ato, Flávio Bolsonaro anunciou no X um "bloquinho 22 na Avenida Paulista" para o próximo domingo (18), sem informar horário nem participantes. Na mesma rede, o candidato do PL publicou um vídeo do ato petista e comparou os manifestantes a zumbis da série "The Walking Dead".
No mesmo domingo, Flávio se reuniu com prefeitos e vereadores em São Paulo e afirmou que não acabará com programas sociais. "Ninguém vai tocar em programas sociais", disse. Lula e Flávio disputam o segundo turno em 25 de outubro.
