PM do Bope morto em tiroteio entre policiais era irmão de sargento morto em 2025

O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreu baleado no domingo (11) durante uma troca de tiros entre equipes da Polícia Militar na Freguesia, em Jacarepaguá, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, morto em outubro de 2025 durante a Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão.

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, policiais do Bope faziam a abordagem de um veículo na rua Guilherme Moreira quando agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) chegaram ao local. De acordo com o comando do Bope, a baixa luminosidade teria levado os policiais do batalhão a confundir a abordagem com uma ação criminosa, e eles teriam disparado contra a equipe.

Além de Gláucio, outros cinco policiais militares ficaram feridos: quatro do Bope e um do 18º BPM. Todos foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O subtenente não resistiu.

Gláucio tinha 26 anos de serviço na corporação, a maior parte deles no Bope, e deixa três filhos. O sepultamento estava marcado para as 13h desta segunda-feira (12), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Nas redes sociais, Jéssica Alves, viúva de Heber Carvalho, lamentou a nova perda na família. "Perdi meu esposo em outubro de 2025 e hoje, no mesmo mês, no aniversário da minha filha, recebo a notícia de que perdi o meu cunhado. A nossa família não suporta mais tanta dor", escreveu.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e a Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, investigam as circunstâncias do caso. Em nota, a corporação informou que o governo do estado vai prestar assistência às vítimas e aos familiares. Segundo o portal Metrópoles, a Operação Contenção, em que Heber morreu, foi considerada a ação policial mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos.