Agentes federais dos EUA fazem buscas na casa da deputada democrata Ilhan Omar

Agentes federais dos Estados Unidos fizeram buscas na madrugada de segunda-feira (12) na casa da deputada Ilhan Omar, do Partido Democrata de Minnesota, na região de Washington. Segundo um porta-voz do Departamento de Justiça, agentes da Investigação de Segurança Interna, órgão ligado ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), cumpriram um mandado de busca autorizado pela Justiça, como parte de uma investigação em andamento.

Uma pessoa a par do caso disse à agência Reuters que a apuração trata de suposta fraude imigratória. Parte dela envolve os documentos de imigração da parlamentar, nascida na Somália, que foram preenchidos pelo pai dela, já morto, quando Omar ainda era criança.

Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, disse à Fox Business Network que o Departamento de Justiça conduz a investigação com o Departamento de Segurança Interna, mas não deu detalhes. No mês passado, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, havia afirmado a um podcaster conservador que "alguma coisa iria acontecer" no caso. "Se conseguirmos provar que você não deveria estar aqui desde o início, vamos deportá-la", disse na ocasião.

Omar, de 44 anos, afirmou nas redes sociais que o governo está sendo usado contra uma adversária do presidente. "Há dez anos, Trump me persegue com mentiras infundadas e campanhas de difamação. Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não serei silenciada", escreveu. Ela tenta o quinto mandato na Câmara nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro, em um distrito considerado reduto democrata.

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, e outros integrantes da liderança do partido classificaram a operação como "profundamente perturbadora". O governador de Minnesota, o democrata Tim Walz, disse que Trump está "abusando de seu poder para perseguir adversários políticos semanas antes de uma eleição".

As normas do Departamento de Justiça proíbem procuradores e agentes de programar ações para influenciar eleições. Historicamente, o órgão evita medidas investigativas contra candidatos nos cerca de 60 dias anteriores a uma votação. Durante o segundo mandato de Trump, o departamento apresentou acusações contra críticos do presidente, como o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James; o processo contra James e um dos dois contra Comey foram rejeitados por um juiz federal.

Siga-nos
Seguir página
Seguir
Inscrever-se
Seguir