Daniel Cargnin vira número 1 do mundo no judô até 73 kg mesmo sem medalha no Mundial

O judoca Daniel Cargnin assumiu nesta semana a liderança do ranking mundial da categoria até 73 kg. Mesmo fora do pódio no Mundial de Baku, no Azerbaijão, o medalhista olímpico somou pontos suficientes para ultrapassar Muhiddin Asadulloev, do Tajiquistão, e se tornar o número 1 do mundo.

Com os pontos de Baku, Cargnin chegou a 4.952 e subiu da segunda para a primeira posição. Asadulloev parou nas oitavas de final diante do japonês Ryuga Tanaka, campeão mundial, e ficou com 4.860 pontos. Vice-campeão em Baku, Makhmadbek Makhmadbekov, dos Emirados Árabes Unidos, manteve o terceiro lugar, com 4.763. Tanaka subiu 13 posições e passou a ser o 13º do mundo.

Cargnin teve a melhor campanha brasileira no Mundial. Chegou à semifinal, mas perdeu para Makhmadbekov e, na disputa do bronze, para o azeri Rashid Mammadaliyev, terminando em quinto. Nas seis competições mais recentes consideradas pela Federação Internacional de Judô (IJF) nos últimos 12 meses, ganhou quatro medalhas, duas de ouro e duas de bronze, além de dois quintos lugares, segundo a CNN Brasil. Entre os títulos estão o Grand Slam de Lausanne, na Suíça, e o Campeonato Pan-Americano de 2026.

O ranking também considera resultados do ano anterior, como a prata no Mundial de Budapeste. Foi a segunda medalha individual de Cargnin em Mundiais, depois do bronze em Tashkent, em 2022.

O Brasil terminou o Mundial sem medalhas pela quarta vez neste século, resultado abaixo do potencial de uma equipe que conquistou quatro pódios nos Jogos de Paris 2024. Nauana Silva também foi quinta colocada, na categoria até 70 kg.

Apesar disso, o país tem nove judocas no top 10 de suas categorias, entre eles Rafaela Silva, terceira até 63 kg, e Leonardo Gonçalves e Michel Augusto, quartos colocados até 100 kg e até 60 kg. A equipe brasileira é a sexta do mundo. A IJF vai divulgar nos próximos dias a primeira parcial do ranking olímpico para Los Angeles 2028.