PF vai entregar ao STF relatório com todas as menções a ministros no caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, acertaram na terça-feira (13) que a corporação vai produzir um relatório com todas as menções a ministros da Corte encontradas nas investigações do caso Master. Segundo o Jornal Nacional, da TV Globo, o documento deve ser entregue a Fachin no fim de outubro ou no começo de novembro.

O relatório deve apenas descrever as condutas encontradas, sem apontar crimes. Com o material em mãos, o presidente do STF pretende pedir um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e levar o caso ao plenário, único órgão que pode abrir uma investigação contra um ministro do Supremo.

Em nota conjunta divulgada após a reunião, Fachin afirmou que “a eventual realização de atos de investigação de Ministro depende de autorização do Plenário da Corte” e que a autoridade policial “tem o dever de encaminhar todas as menções encontradas sem exceção, acompanhadas de seu contexto, em caráter estritamente descritivo”. Segundo a nota, o encontro foi pedido pela própria PF. Andrei chegou ao STF no fim da tarde, acompanhado do diretor-executivo da corporação e do diretor de combate ao crime organizado.

A reunião também tratou das investigações sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master. Nesse ponto, a Presidência do STF informou que aguarda manifestação da PGR para definir os encaminhamentos. Fachin e Andrei discutiram ainda as ameaças dirigidas a ministros, e o presidente do Supremo pediu celeridade à PF na análise das diligências pendentes do inquérito das fake news, que ele já afirmou que vai arquivar.

Segundo o g1, há citações, em graus diferentes, a pelo menos seis dos dez ministros do Supremo ou a parentes deles, além de referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). As reportagens sobre o caso mencionam os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça, além de familiares de Luiz Fux e Gilmar Mendes. Todos os ministros e familiares negam irregularidades ou envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Fachin assumiu em setembro a relatoria da análise sobre a suposta relação entre Moraes e Vorcaro. No início de outubro, pediu à PF informações detalhadas sobre a citação de ministros nas investigações, apresentadas integralmente, “sem exceção de pessoa”.

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