Triagem em escolas encontra pressão na faixa de hipertensão em 28,3% dos alunos

Quase três em cada dez crianças e adolescentes avaliados em escolas de três estados apresentaram pressão arterial na faixa de hipertensão, segundo a primeira fase do projeto Brasil Coração Saudável, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A alteração foi identificada em 28,3% dos participantes, e outros 11,6% tiveram pressão acima do normal, classificada como pré-hipertensão.

A triagem avaliou 6.092 estudantes de 38 escolas entre 3 de junho e 7 de outubro de 2026. O Rio Grande do Sul teve o maior número de participantes, com 3.059 alunos, seguido por Minas Gerais, com 2.973. Em São Paulo, foram avaliados 60. As medições foram repetidas durante uma única visita à escola e, conforme o material divulgado, o diagnóstico clínico de hipertensão em crianças exige confirmação em outras consultas.

A pressão na faixa de hipertensão apareceu em 29,8% dos meninos e em 26,9% das meninas. Por idade, a proporção foi de 30,2% entre os participantes de 7 a 10 anos, de 23,6% entre os de 11 a 14 anos e de 34% no grupo de 15 a 18 anos.

O levantamento também encontrou frequência maior da alteração entre estudantes com excesso de peso: 22,6% entre os de peso adequado, 30,1% entre os com sobrepeso e 48,4% entre os com obesidade. No total, 33,1% dos avaliados tinham excesso de peso, o equivalente a cerca de um em cada três estudantes. Entre os participantes cuja cintura ultrapassava a metade da altura, 40,6% tinham pressão na faixa de hipertensão, contra 24,4% entre os demais.

O programa também investigou o estresse percebido: 12,7% dos participantes relataram estresse intenso ou exagerado em casa, e 12,5%, na escola. Segundo a SBC, a iniciativa combina avaliações de saúde e atividades educativas e prevê expansão para novas escolas e regiões do país. A coordenação nacional é da entidade, com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz como centro coordenador.

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