Cataratas do Iguaçu chegam a 15,7 milhões de litros por segundo, maior vazão do ano

A vazão das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, chegou a 15,7 milhões de litros de água por segundo na medição das 8h desta quarta-feira (14). O volume é mais de dez vezes superior à média histórica, de 1,5 milhão de litros por segundo, e é o maior registrado em 2026, segundo o g1.

A cheia ainda está abaixo do recorde das Cataratas, de 2014, quando a vazão chegou a 46,3 milhões de litros por segundo. Na segunda-feira (12), o volume já havia alcançado 11,8 milhões de litros por segundo, segundo o Metrópoles.

O aumento não depende de chuva forte em Foz do Iguaçu. O Rio Iguaçu nasce na Região Metropolitana de Curitiba, atravessa o Paraná de leste a oeste e recebe a água de vários afluentes, de modo que a chuva que cai a mais de 700 quilômetros das quedas pode influenciar o volume. "Como ele corta um trecho muito longo, praticamente o estado todo do Paraná, então todos os afluentes vão alimentando o Rio Iguaçu", explicou André Franzini, gerente de sustentabilidade da Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela visitação no Parque Nacional do Iguaçu. Segundo ele, a água monitorada em Porto Capanema, no sudoeste do estado, leva cerca de 12 horas para chegar às quedas em condições próximas da vazão média, e cerca de oito horas durante as cheias. As hidrelétricas do rio interferem no ritmo da água, mas não são responsáveis pela formação das cheias.

Por segurança, a passarela das Cataratas está interditada desde domingo (11), e as grades de proteção começaram a ser retiradas na terça-feira (13). O protocolo prevê o fechamento quando a vazão passa de 8,5 milhões de litros por segundo com tendência de alta e a retirada das grades entre 9 milhões e 12 milhões, com previsão de aumento. Também estão interditados o mirante inferior do Espaço Naipi, o Circuito São João, o Espaço Usina, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula.

O parque continua aberto, com visitação na Trilha das Cataratas. Não há previsão de reabertura da passarela, que depende da redução da vazão a um patamar seguro, de avaliação técnica e da autorização de um engenheiro especializado.

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