Temporal em São Paulo deixa uma morta, alaga Túnel do Anhangabaú e cancela voos


O temporal que atingiu a cidade de São Paulo na tarde de quarta-feira (14) deixou uma mulher de 40 anos morta, provocou alagamentos e causou transtornos no trânsito, no metrô e no Aeroporto de Congonhas. A vítima morreu depois que a terra deslizou e atingiu uma casa na Brasilândia, na Zona Norte. Segundo os bombeiros, vizinhos tentaram socorrê-la, mas ela não resistiu.
De acordo com a prefeitura, choveu em apenas 40 minutos o volume esperado para 11 dias de outubro. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) registrou 42 milímetros na região do Túnel do Anhangabaú, o equivalente a 37% dos 112 milímetros previstos para o mês em toda a cidade. A cidade ficou em estado de atenção por cerca de uma hora e meia.
O túnel, no Centro, foi inundado, e carros foram arrastados pela enxurrada. A prefeitura informou que o local tem seis bombas, mas que a vazão não foi suficiente para o volume de água. Um caminhão de bombeamento emergencial passou a reforçar a drenagem à noite.
A água também invadiu estações de metrô e o Terminal Bandeira, de onde saem várias linhas de ônibus. No Parque do Ibirapuera, o lago transbordou e derrubou parte da grade. Houve queda de granizo na Vila Mariana e árvores derrubadas pela cidade.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que o volume foi inesperado e caiu em pouco tempo. "Rapidamente a gente colocou todas as equipes para trabalhar de limpeza, hidrojato, guincho, bombeamento", afirmou em vídeo nas redes sociais.
No trânsito, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 249 quilômetros de lentidão na Zona Sul, 217 na Oeste, 145 na Leste, 124 na Norte e 78 na região central. O rodízio municipal de carros foi suspenso das 17h às 20h.
No Aeroporto de Congonhas, 11 chegadas e 13 partidas foram canceladas. A concessionária Aena informou que a estrutura já está liberada e orienta os passageiros a consultar as companhias aéreas antes de ir ao aeroporto.
