Governo Trump retira sanções contra irmão da presidente interina da Venezuela

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou na quarta-feira (14) o nome do venezuelano Jorge Rodríguez da lista de pessoas sob sanções. Ele é presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e irmão da presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

A medida foi tomada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) e publicada no site do Departamento do Tesouro, sem detalhar os motivos. Segundo o comunicado, o nome de Rodríguez aparecia ao menos cinco vezes na lista, e todas as entradas foram removidas. As sanções determinavam o bloqueio de bens e restrições de viagem e proibiam cidadãos americanos de fazer negócios com ele. Com a decisão, ele poderá voltar a acessar o sistema financeiro dos EUA.

Rodríguez foi sancionado em 2018, no primeiro mandato de Trump, quando os EUA puniram integrantes do círculo próximo do então presidente Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez também foi punida na época, e as restrições contra ela foram retiradas em abril deste ano, três meses depois de ela assumir o governo.

Desde janeiro, os Estados Unidos vêm flexibilizando as sanções contra a Venezuela. Naquele mês, Maduro foi capturado por forças americanas em uma operação em Caracas e levado para Nova York. Desde então, o governo interino tem atendido a demandas de Trump e firmado acordos para a exploração de petróleo.

Segundo a CNN Brasil, a retirada das sanções faz parte do reconhecimento do governo interino pelos EUA, dentro de um plano de três fases para a estabilização e a transição democrática no país. Jorge Rodríguez lidera a delegação governista nos diálogos com a oposição, apoiados por Washington. À frente do Legislativo, ele impulsionou reformas como a mudança na Lei de Hidrocarbonetos, que amplia a participação de empresas estrangeiras no setor de petróleo.

Um relatório de 2024 da missão independente da ONU sobre a Venezuela afirmou que a Assembleia presidida por Rodríguez foi "instrumental na aprovação de novas leis que restringem o espaço cívico e democrático". Até a noite de quarta, ele não havia se manifestado sobre a decisão.

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