Mercado eleva para R$ 53 bilhões a projeção de déficit das contas do governo em 2026


O mercado financeiro elevou a projeção de déficit primário do Governo Central em 2026 de R$ 52,27 bilhões para R$ 53,05 bilhões, segundo o Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Ministério da Fazenda. A alta foi de R$ 0,78 bilhão, ou 1,49%, em relação à pesquisa de setembro.
A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 34,3 bilhões. Com o intervalo de tolerância, a peça orçamentária permite que o resultado primário deste ano fique entre zero e R$ 68,5 bilhões.
Os analistas também revisaram para cima a estimativa da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) no fim de 2026, de 83,2% para 83,4% do PIB. Para 2027, a projeção ficou estável em 87% do PIB.
O resultado nominal, que inclui o pagamento de juros da dívida, deve ser um déficit de R$ 1,120 trilhão em 2026, ante R$ 1,116 trilhão na pesquisa anterior. Para 2027, o déficit nominal projetado passou de R$ 1,119 trilhão para R$ 1,132 trilhão.
No lado da arrecadação, a estimativa para 2026 subiu R$ 7,92 bilhões, ou 0,25%, enquanto a receita líquida caiu R$ 1,30 bilhão. A projeção para a despesa total não mudou.
Para 2027, a mediana indica déficit primário de R$ 44 bilhões, abaixo dos R$ 45,35 bilhões projetados em setembro. A arrecadação federal esperada para o próximo ano é de R$ 3,396 trilhões.
O Prisma Fiscal reúne a mediana das expectativas de instituições financeiras e consultorias sobre as principais variáveis fiscais do país. Os dados desta edição foram coletados até o 5º dia útil de outubro. O relatório também manteve em 5,10% a previsão para o INPC em 2026 e apontou taxa de desemprego de 5,20% em outubro.
