Estaleiro de Rio Grande começa a construir navios da Transpetro; veja quantos virão
O Estaleiro Rio Grande, no município de Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, deu início à construção do primeiro de quatro navios do tipo Handymax contratados pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. Na quinta-feira (15), foi realizada a cerimônia de batimento de quilha, a estrutura que funciona como "espinha dorsal" da embarcação e por onde a construção começa.
A encomenda faz parte do Programa Mar Aberto, voltado à renovação e à ampliação da frota própria do Sistema Petrobras. Os navios vão transportar derivados claros de petróleo, como diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação.
No total, a Ecovix, que opera o estaleiro, vai construir 13 navios para a Transpetro nos próximos anos: os quatro Handymax, cinco navios-tanque pressurizados para o transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) e derivados e quatro navios de médio porte da classe MR1. Segundo a Agência Brasil, a expectativa é de que sejam gerados até 5 mil empregos diretos e indiretos com as diferentes embarcações.
De acordo com o portal especializado DatamarNews, os navios Handymax terão entre 15 mil e 18 mil toneladas de porte bruto. Em julho, o estaleiro recebeu 11 mil toneladas de aço, vindas da Indonésia, que serão usadas nas quatro embarcações. Na época, cerca de 500 trabalhadores atuavam no projeto, número que deveria crescer de forma gradual.
"A construção desses navios representa um marco na retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. O projeto reforça a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade operacional para atender às demandas do mercado e acompanhar a expansão da produção de petróleo no país", afirmou o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares.
O batimento de quilha é uma tradição secular da construção naval, considerada símbolo de proteção e boa sorte para a embarcação e seus tripulantes.