Flávio diz no JN que não vai reverter fim da 6x1: “Direitos trabalhistas garantidos”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (16), em sabatina da TV Globo, que não pretende reverter o fim da escala de trabalho 6x1 caso seja eleito. A entrevista, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete após o Jornal Nacional, faz parte da cobertura do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Questionado sobre a intenção de aliados de aprovar uma alternativa com remuneração por hora, Flávio respondeu: “Não vou. Todos os direitos trabalhistas estão garantidos. Todas as leis trabalhistas estão garantidas”. Ele explicou que votou a favor da PEC, na quarta-feira (14), depois de ouvir trabalhadores pelo país. “Eu resolvi seguir a vontade dos trabalhadores brasileiros”, disse. O senador acrescentou que sempre defendeu “mais liberdade para que os trabalhadores pudessem, inclusive, montar sua própria jornada de trabalho”. Segundo o portal Metrópoles, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que pretende trabalhar em 2027 por uma proposta de remuneração por hora.

Nas contas públicas, Flávio respondeu que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação, que não vai desvincular o percentual de reajuste do mínimo e que não vai alterar a Constituição para mudar os pisos de gastos em saúde e educação. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma, em propagandas, que ele adotaria essas medidas. Para equilibrar o Orçamento, o candidato citou corte de gastos em ministérios e estatais, privatizações, venda de imóveis da União e exploração da Margem Equatorial. “Se a gente pegar os quase R$ 3 trilhões que a União tem a receber, isso também pode ser securitizado, trazendo mais de R$ 200 bilhões a mais no Orçamento, por ano”, disse.

Flávio afirmou que o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), não será ministro das Relações Exteriores. Sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado, não respondeu diretamente se descartava um cargo e disse que o assunto nunca foi tratado entre os dois. “Eu tenho o privilégio de, na hora que precisar, consultar um ex-presidente da República que tenho dentro de casa e em quem confio”, afirmou.

Questionado sobre o ministro Kassio Nunes Marques, citado em mensagens do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio não disse se ele deveria ser investigado e defendeu que “todo mundo está abaixo da lei”. Também acusou o ministro Alexandre de Moraes de tomar “decisões perseguindo adversários”. Nunes Marques afirma que nunca trocou mensagens com Vorcaro e que nunca julgou processos do Banco Master.

Lula foi entrevistado pela emissora na quinta-feira (15). Os dois candidatos têm debate marcado para domingo (18), na TV Bandeirantes.