Eduardo Leite leva a Alckmin R$ 28 bi em projetos e discute prazo da dívida do RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reuniu nesta sexta-feira (16) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir projetos de investimento no estado. O encontro foi na sede da agência Invest RS, em São Paulo, e tratou de infraestrutura, atração de empreendimentos e competitividade da economia gaúcha.

O principal assunto foi a fábrica de celulose que a empresa chilena CMPC pretende construir em Barra do Ribeiro, com investimento estimado em R$ 27 bilhões. O Palácio Piratini acompanha o licenciamento ambiental, que depende de uma manifestação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emita a licença prévia. “Tratamos do projeto da celulose da CMPC e estamos acompanhando o encerramento das tratativas da empresa com a Funai. Temos a expectativa de que isso tenha resolução nos próximos dias”, disse Leite. A CMPC também prevê um terminal próprio no Porto de Rio Grande para escoar a produção, projetada em 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.

Outro tema foi a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Serviços e Infraestrutura Digitais, voltada a data centers, computação em nuvem e inteligência artificial. O termo de referência para escolher a empresa privada que vai estruturar o projeto foi publicado na quinta-feira (15) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Segundo o governo, os investimentos e a operação serão de responsabilidade privada, sem aporte financeiro direto do estado. “A expectativa é que, até dezembro, o Estado tenha uma empresa privada selecionada”, afirmou o governador.

Leite apresentou ainda o projeto com a empresa Edge, do grupo Compass, para um terminal de gás natural liquefeito (GNL) no Porto de Rio Grande, com expectativa de até R$ 1 bilhão em investimentos, previsto em memorando assinado em setembro. A meta é diversificar o suprimento e aumentar a segurança energética da indústria gaúcha.

A reunião também abordou a possibilidade de estender o prazo de suspensão do pagamento da dívida do estado com a União, que deu origem ao Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O objetivo, segundo o governo, é financiar em larga escala programas de irrigação para tornar a produção agropecuária mais resistente às estiagens. O mandato de Leite termina em 1º de janeiro.

Siga-nos
Seguir página
Seguir
Inscrever-se
Seguir