Filha de FHC assina carta de apoio a Lula ao lado de ex-ministros de FHC, Temer e Itamar
Uma carta de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi divulgada neste sábado (17), em São Paulo, com a assinatura de 15 personalidades, entre ex-ministros de governos anteriores, juristas, economistas, ambientalistas e escritores.
Entre os signatários estão Aloysio Nunes Ferreira, ex-senador pelo PSDB e ministro das Relações Exteriores de Michel Temer, e Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso e um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Também assinam a educadora Beatriz Cardoso, filha de FHC, o diplomata Rubens Ricupero, ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, o economista Eduardo Giannetti, a economista Claudia Costin e o ambientalista Fabio Feldmann, ex-deputado constituinte.
O documento foi apresentado em um encontro no sindicato dos trabalhadores em processamento de dados de São Paulo (Sindpd-SP). O ato foi articulado pela ex-ministra Marina Silva (Rede) e teve a presença de Alckmin, da ex-ministra Simone Tebet (PSB) e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).
O texto afirma que “o Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e preferências ideológicas” e que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional e os direitos. Os signatários também criticam o projeto representado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, que, segundo eles, traz “ameaças” a esses princípios.
A carta registra que o apoio não significa adesão irrestrita ao governo. “Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las”, diz o trecho final.
Marina chamou os signatários de “pessoas do campo democrático, mas não necessariamente dos partidos de esquerda”. Alckmin citou ainda o apoio declarado na véspera por Mário Covas Neto, filho do ex-governador Mário Covas.
Na capital paulista, Lula teve 46,58% dos votos no primeiro turno, e Flávio, 42,13%. Segundo a Folha de S.Paulo, Flávio participa neste domingo (18) de um ato de apoiadores na Avenida Paulista. O segundo turno será em 25 de outubro.