Corredor criado na enchente ganha lombada eletrônica em Porto Alegre; limite é 40 km/h
Os motoristas que chegam a Porto Alegre pelo Corredor Humanitário, na região da Elevada da Conceição, passam a ser fiscalizados por uma lombada eletrônica a partir desta segunda-feira (19). O equipamento da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) fica na alça de acesso da avenida Castelo Branco em direção ao Túnel da Conceição, e a velocidade máxima permitida no local é de 40 km/h.
A lombada está logo após a chegada à Capital, num ponto de transição entre o tráfego rodoviário e o urbano. Na rodovia, o limite é de 80 km/h, e os condutores precisam reduzir a velocidade ao entrar no trecho que leva ao túnel. Além do equipamento, o local recebeu novas placas e pintura no pavimento para orientar a redução gradual da velocidade.
Segundo a prefeitura, a medida busca reforçar a segurança num trecho em que a sinalização existente não tem sido suficiente para fazer os motoristas respeitarem o limite. Até setembro de 2026, foram registrados dez acidentes de trânsito no local. A instalação começou em 22 de setembro, e desde então a EPTC vem divulgando a mudança para que os condutores se acostumem antes do início da fiscalização.
O prefeito Sebastião Melo acompanhou a instalação na quarta-feira (14), ao lado do secretário municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores, e do diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto. “O Corredor Humanitário foi construído sobre a água, em uma emergência, quando Porto Alegre precisava de uma entrada. Hoje ele faz parte do dia a dia de quem chega à Capital”, disse Melo. “Uma via de uso permanente precisa de qualificação permanente, sinalização e controle de velocidade à altura desse movimento”, afirmou.
O corredor foi construído em caráter emergencial durante a enchente de maio de 2024, quando os alagamentos comprometeram os acessos a Porto Alegre. O trecho da rua da Conceição, entre a elevada de conexão com a avenida Presidente Castelo Branco e o Túnel da Conceição, foi usado como rota de entrada para veículos de abastecimento, equipes de segurança pública, serviços de saúde e ônibus intermunicipais e metropolitanos.
Criado para a emergência, o acesso passou a fazer parte da rotina de quem chega à Capital. Com o aumento do uso, a nova sinalização e o controle de velocidade buscam tornar a circulação mais segura, segundo a prefeitura.