Lula e Flávio trocam acusações sobre Vorcaro e Lulinha no 1º debate do 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, fizeram na noite de domingo (18) o primeiro debate do segundo turno, na TV Bandeirantes, em São Paulo. O encontro, mediado por Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, foi marcado por acusações de parte a parte e terminou com as considerações finais interrompidas por manifestações da plateia. A votação será no domingo (25).
No confronto direto do primeiro bloco, Flávio perguntou a Lula sobre a empresária e lobista Roberta Luchsinger, que disse em entrevista à CNN Brasil que pretende fazer delação premiada. “Você conhece Roberta Luchsinger? Roberta fez acusações muito graves”, afirmou o senador. Lula respondeu que o caso “é uma questão da Polícia Federal” e disse que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu a conta bancária e o telefone para a investigação. Roberta e Lulinha são investigados pela PF por suspeita de tráfico de influência e negam irregularidades.
Lula, por sua vez, cobrou de Flávio explicações sobre os R$ 134 milhões negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Flávio disse que já explicou o caso e negou irregularidades. O senador citou um suposto repasse de R$ 30 milhões de Vorcaro ao Instituto Lula, informação publicada pela revista Veja; segundo a CNN Brasil, nem a PF nem a defesa do ex-banqueiro confirmaram a autenticidade do áudio citado. A campanha de Lula chamou a reportagem de “irresponsável”.
O tom subiu quando Flávio disse que cortaria gastos nas viagens do presidente com a primeira-dama, Janja. Lula chamou o adversário de “malandro carioca”. No início do segundo bloco, o senador disse se solidarizar com os moradores do Rio de Janeiro. Lula também propôs que os dois abrissem os sigilos bancário e telefônico.
Na saúde, Flávio prometeu levar ao SUS o “padrão Einstein” e disse ter convidado Claudio Lottenberg para o Ministério da Saúde. Lula perguntou se o adversário pretende privatizar o sistema.
Segundo o Metrópoles, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, reclamou no intervalo de Flávio circular atrás de Lula durante as falas; a reclamação foi considerada improcedente porque os candidatos podem andar pelo estúdio. Nas considerações finais, Lula disse que pegou o país “quebrado” das mãos de Jair Bolsonaro, e Flávio afirmou que vai colocar o cidadão comum, e não os privilegiados, no centro do governo.