Flávio promete ‘guerra ao narcoterrorismo’; Lula defende Ministério da Segurança


A segurança pública foi o primeiro tema do debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band na noite de domingo (18), e voltou a aparecer ao longo do encontro. Os mediadores perguntaram aos candidatos sobre o avanço do crime organizado, o domínio de territórios por facções e milícias e a redução da maioridade penal.
Flávio afirmou que, se eleito, vai declarar “guerra ao narcoterrorismo” e classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, como prevê seu plano de governo. “Eu vou recuperar cada metro. Eu vou recuperar cada rua”, disse. O senador prometeu construir mais de meio milhão de vagas em presídios, criar o Smart Brasil, inspirado no programa de monitoramento por câmeras da capital paulista. Ele também defendeu reduzir a maioridade penal para 14 anos.
Lula disse que a segurança é responsabilidade dos estados pela Constituição e que a PEC da Segurança Pública amplia a participação da União. Afirmou que, se o Senado aprovar a proposta, criará o Ministério da Segurança Pública, e citou a Lei Antifacção, sancionada em março. “Para o trabalhador e para a comunidade, proteção. Para o bandido, prisão”, declarou.
No segundo bloco, Flávio criticou a defesa de Lula à saída temporária de presos. “Ele tá muito mais preocupado realmente com o direito dos bandidos do que com o das vítimas”, disse. Lula respondeu que um caso individual não deve tirar o direito de milhares de presos que cumprem as regras e afirmou que condenados por crimes hediondos ou por violência contra a mulher não têm direito à saída. “Aquele que praticou violência contra a mulher não sai”, disse. O presidente também disse que Flávio, se eleito, daria indulto ao pai, Jair Bolsonaro, e a Daniel Vorcaro.
Sobre armas, Lula perguntou por que o adversário queria tirar a identificação das balas. “Nunca quis tirar nada disso”, respondeu Flávio, que acusou o governo de não fiscalizar as fronteiras. “Como é que os fuzis entram?”, questionou. Lula afirmou que o governo anterior liberou “mais de 1 milhão de armas”; Flávio disse que o número não existe.
Na maioridade penal, Flávio acusou o PT de mudar de posição ao defender a redução para 16 anos. O segundo turno será no domingo (25).
