Força Nacional vai a Belo Monte por 90 dias; o que diz a portaria publicada nesta segunda
O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública por 90 dias na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, próximo de Altamira, no sudoeste do Pará. A Portaria nº 1.321/2026 foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (19).
Segundo o texto, a medida prevê apoio aos órgãos de segurança pública federais e estaduais que atuam na região, com o objetivo de preservar a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio. A ação tem caráter temporário e planejado, de acordo com a portaria. O documento não detalha qual situação motivou o envio dos agentes, segundo o g1.
A Força Nacional atuará em conjunto com os órgãos de segurança do Pará, sob coordenação da Polícia Federal. O número de agentes será definido pela Diretoria da Força Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública. O órgão que pediu o reforço ficará responsável pelo apoio logístico e pela infraestrutura necessária para a operação.
Não é a primeira vez que a Força Nacional atua na região. Em abril de 2025, o governo federal também autorizou o envio de agentes para a segurança da usina, por 90 dias. Na ocasião, a medida atendeu a um pedido do Ministério de Minas e Energia após ameaças de invasão ao empreendimento, de acordo com o g1.
Administrada pela concessionária Norte Energia, a usina atende, em média, a 5% da demanda anual de energia elétrica do Brasil, segundo a empresa. A Norte Energia afirma ter investido mais de R$ 8 bilhões em compromissos socioambientais assumidos durante o licenciamento.
A inauguração oficial de Belo Monte completou dez anos em 2026. Planejado desde a década de 1970, o empreendimento ganhou repercussão internacional desde que surgiu a proposta de desviar 80% do fluxo do rio Xingu, em um trecho de 130 quilômetros, para abastecer o reservatório. Para marcar a data, entidades como a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) divulgaram carta aberta em defesa de indígenas, ribeirinhos e pescadores artesanais do médio Xingu.