Lula vai entregar ao TSE autorização para abrir sigilo seu e dos 5 filhos e cobra Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na segunda-feira (19), em Porto Alegre, que entrega nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a quebra dos sigilos bancário e telefônico dele e da família, e cobrou que o adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.

"Vou entregar isso amanhã no TSE na expectativa que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família", disse Lula a jornalistas, antes de um ato de campanha no Largo dos Açorianos, no Centro Histórico. Segundo ele, a autorização inclui a primeira-dama, Janja, e os cinco filhos: Marcos, Fábio Luís (Lulinha), Sandro, Luís Cláudio e Lurian. "Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto", afirmou.

Lula voltou a cobrar do adversário explicações sobre os R$ 134 milhões negociados com o Banco Master e sobre a compra de uma casa de R$ 10 milhões. Ele também chamou Flávio de "miliciano". A proposta de abertura dos sigilos foi feita pelo presidente no debate da Band, no domingo (18). Na ocasião, Flávio disse não ter "absolutamente nada a esconder", mas não afirmou se vai autorizar a quebra. Até a noite de segunda, segundo o Estadão, o senador não havia aceitado o desafio.

No ato, Lula falou da relação com o Rio Grande do Sul. "Vir ao Rio Grande do Sul é visitar um pedaço da minha história", disse, ao lembrar a primeira visita a Porto Alegre, em 1975, quando presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Depois, afirmou: "Lamentavelmente, teve um tempo que a direita ganhou espaço nesse estado. Pela sua história, pela sua tradição, esse não pode ser um estado com predominância de direita". Segundo o Metrópoles, o público gritou contra o governador eleito, Luciano Zucco (PL), que venceu no primeiro turno.

Participaram do ato o senador Paulo Paim (PT), os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, os governadores eleitos Rui Costa (BA) e Rafael Fonteles (PI), ambos do PT, e a primeira-dama. A avenida Borges de Medeiros foi bloqueada nos dois sentidos, a pedido do Gabinete de Segurança Institucional. Nesta terça, Lula tem agenda no Maranhão. O segundo turno será no domingo (25).