PT assina CPMI sobre Lulinha e lobista e pede outra para investigar Flávio

A liderança do PT no Senado orientou os parlamentares do partido a assinarem o pedido de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta, a bancada do partido no Congresso pediu a abertura de outra comissão, para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos casos Master e INSS, segundo o Estadão.

Pelo menos sete senadores do PT assinaram o requerimento sobre Luchsinger, entre eles o líder do partido no Senado, Camilo Santana, e a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE). O pedido é de parlamentares da oposição, como a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Até segunda-feira (19), reunia 83 assinaturas, de 54 deputados e 29 senadores, segundo o Poder360. Para a instalação, são necessárias pelo menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.

O requerimento quer apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e uso da estrutura do governo federal para interesses privados. Roberta e Lulinha são investigados em inquéritos derivados da Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS, e negam irregularidades. No sábado (17), em entrevista à CNN Brasil, a lobista anunciou a intenção de fazer delação premiada e disse que Lulinha participava de reuniões com ministros, mas não apresentou provas de crimes.

O pedido do PT sobre Flávio quer apurar a transação de US$ 24 milhões entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e as relações financeiras dele com o advogado Willer Tomaz. Até a noite de segunda, quatro senadores do PT haviam endossado o requerimento. Flávio tem negado irregularidades nas relações com Vorcaro.

O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse ter enviado ofícios à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República pedindo proteção a Luchsinger, que afirmou temer pela própria segurança e pela das filhas.

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