Meta diz ao TSE que trata Lula e Flávio igual; campanha do PT aponta novo favorecimento

A Meta, empresa dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, respondeu nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou que cumpriu as determinações para garantir tratamento igual às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Segundo o documento, uma declaração técnica juntada ao processo "atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória".

A manifestação foi enviada depois que o ministro Marco Aurélio Bellizze deu, na segunda-feira (19), 24 horas para a empresa detalhar as medidas adotadas. O relator considerou insuficientes as informações anteriores, que incluíam documentos em língua estrangeira e registros no fuso horário do Pacífico, e determinou que a multa diária passasse de R$ 500 mil para R$ 1 milhão em caso de descumprimento. A empresa negou negligência ou resistência. "O Facebook Brasil e as equipes da Meta trabalham de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem", diz o texto.

De acordo com a Gazeta do Povo, a Meta informou ter criado uma lista de permissão que limita anúncios sobre temas políticos e eleitorais a candidatos, partidos, coligações e federações cadastrados no TSE. A empresa também disse que restrições automáticas às contas de anúncios de Lula ou Flávio passam por revisão em até duas horas e se comprometeu a suspender a geração de conteúdo por inteligência artificial e os anúncios pagos nos prazos de proibição previstos antes e depois do segundo turno, com comprovação até quarta-feira (21).

Em texto público, a Meta afirmou que entidades governamentais, ONGs, veículos de imprensa e outros grupos que veiculam anúncios sobre temas sociais não poderão exibir esses anúncios no Brasil desde segunda-feira (19) até depois do segundo turno, em 25 de outubro.

Na segunda, a campanha de Lula voltou a acionar o TSE. A coligação afirma que a Meta AI continua gerando imagens com o número 22, de Flávio, a partir de pedidos neutros sobre "presidente" e "eleições", e que traduções automáticas inverteram o sentido de comentários contrários ao senador. A campanha pede multa diária de R$ 1 milhão até a correção. Flávio também já afirmou que conteúdos da sua campanha foram prejudicados nas plataformas da empresa.