Petróleo bate US$ 111 e diesel chega a R$ 7,20; Sul tem a maior alta do país

O petróleo Brent, referência internacional, chegou a US$ 111 por barril no início desta terça-feira (20), o maior valor em cinco meses, e depois virou para queda. Às 11h30, horário de Brasília, era negociado a US$ 106,46, recuo de 2,88%, segundo o InfoMoney. Na segunda-feira (19), o barril já tinha alcançado US$ 110,30, o maior patamar desde maio.

A alta acompanha a tensão no Oriente Médio. Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram ter atacado alvos energéticos e aeroportos da Arábia Saudita, incluindo uma instalação da Aramco em Yanbu e o campo de Shaybah. As autoridades sauditas não confirmaram de imediato, e a Reuters não verificou os relatos de forma independente. Segundo a consultoria Kpler, pelo menos 18 embarcações teriam sido atacadas em duas semanas. "Não há novos canais oficiais de comunicação entre Teerã e Washington", afirmou Bruno Cordeiro, da StoneX.

Nas bombas, o combustível que mais subiu foi o diesel. O diesel comum teve alta de 6,67% na primeira quinzena de outubro e chegou à média de R$ 7,20 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha cerca de 21 mil postos. O diesel S-10 subiu 5,07%, para R$ 7,46. O etanol avançou 2,38%, para R$ 4,31, e a gasolina ficou praticamente estável, a R$ 6,73.

O Sul registrou as maiores altas do diesel: o comum subiu 11,70%, para R$ 6,97, e o S-10, 7,50%, para R$ 7,17. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul tem o diesel S-10 mais barato do país, a R$ 6,95, e a gasolina mais barata, a R$ 6,28. No estado, abastecer com gasolina compensa mais do que com etanol, segundo o levantamento.

Para conter o repasse ao consumidor, o Ministério da Fazenda ampliou a subvenção aos importadores de diesel em R$ 1,40 por litro, de R$ 2,12 para R$ 3,52. Para Vinicius Fernandes, diretor da Edenred Mobilidade, o aumento do subsídio não foi suficiente para compensar a alta. Em agosto, as importações responderam por 23,14% das vendas de diesel A no país.

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