Adélia Prado, 90 anos, vence prêmio da Biblioteca Nacional com “O jardim das oliveiras”

A escritora mineira Adélia Prado, de 90 anos, venceu o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026 na categoria poesia, o Prêmio Alphonsus de Guimarães, com o livro “O jardim das oliveiras”. Os vencedores foram divulgados nesta terça-feira (20) pela Fundação Biblioteca Nacional.

A notícia chegou enquanto a autora se recupera de um acidente doméstico sofrido na segunda-feira (19). “Minha mãe recebe a notícia com extrema alegria. Ela trata o Jardim das Oliveiras como um filho. Ela está transbordando de felicidade”, disse a filha, Ana Beatriz Prado, ao g1.

Publicado pela Editora Record em 2025, o livro reúne 25 poemas escritos em diferentes fases da vida da autora e marcou a volta de Adélia aos inéditos depois de cerca de uma década.

A obra também está entre os finalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti, na categoria poesia. Adélia disputa com “A dança áspera das raízes”, de Bárbara Mançanares; “Antes de dar nomes ao mundo”, de Adriana Lisboa; “Boris e Marina”, de Alberto Martins; e “Diáspora não é lar”, de Nina Rizzi. O resultado será anunciado na terça-feira (27), em São Paulo. A edição deste ano do Jabuti recebeu 4.675 inscrições em 23 categorias.

O Prêmio Literário Biblioteca Nacional é realizado há mais de 30 anos e, em 2026, contempla 13 categorias.

Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Adélia trabalhou como professora por 24 anos antes de se dedicar à escrita. Em 2024, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, e o Prêmio Camões, uma das principais distinções da literatura em língua portuguesa. Em 2017, foi a primeira mulher a vencer a categoria Conjunto da Obra no Concurso Literatura do Governo de Minas.

Em 2001, um grupo de atores e jornalistas articulou a candidatura dela à Academia Brasileira de Letras para a vaga deixada por Jorge Amado, mas a cadeira ficou com Zélia Gattai.

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