Quaest: Flávio tem 45% e Lula, 44%; rejeição ao petista cai de 53% para 47%


O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 45% das intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, tem 44%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico. A votação será no domingo (25).
Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio oscilou um ponto para baixo (tinha 46%), e Lula manteve os 44%. Brancos, nulos e os que dizem que não vão votar somam 9%, o mesmo percentual de antes, e os indecisos passaram de 1% para 2%.
A maior mudança foi na rejeição. A parcela que diz não votar em Lula de jeito nenhum caiu de 53% para 47%, variação fora da margem de erro. A rejeição a Flávio oscilou de 54% para 52%. Entre as mulheres, 57% rejeitam Flávio, e 42%, Lula; entre os homens, 53% rejeitam o petista, e 46%, o senador. A maior rejeição a Lula está no Sul (59%), e a maior rejeição a Flávio, no Nordeste (65%).
Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado responde sem ver a lista de nomes, os dois têm 40% cada, e os indecisos dobraram em uma semana, de 7% para 14%. Entre as mulheres, chegam a 17%; entre os eleitores independentes, que não se dizem petistas nem bolsonaristas, passaram de 13% para 31%. Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, o dado é uma “sinalização clara de descontentamento com as opções e com a campanha negativa que vem sendo apresentada”.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo: 47% desaprovam a gestão de Lula, e 46% aprovam (eram 48% e 45%). Questionados sobre o que dá mais medo, 44% citaram a volta da família Bolsonaro ao poder, e 42%, mais um mandato de Lula. Para 90% dos entrevistados, a decisão de voto é definitiva. Já 54% acham que Flávio vai vencer, e 37% apontam Lula como favorito.
A Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, em entrevistas domiciliares e presenciais, entre 17 e 20 de outubro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.
