iFood compra a Caju; o que muda para quem usa vale-refeição e alimentação


O iFood Benefícios anunciou na terça-feira (20) a compra da Caju, startup que atua com benefícios corporativos, gestão de despesas e recursos humanos. O valor da transação não foi divulgado. Segundo o Poder360, a Caju é avaliada em cerca de R$ 1 bilhão pelo mercado financeiro, e a aquisição é a maior da história do iFood, que pertence ao grupo Prosus.
Para quem usa os cartões, nada muda por enquanto. Segundo as empresas, não haverá mudanças imediatas para trabalhadores, empregadores ou estabelecimentos parceiros. O negócio já foi comunicado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, depois da análise do órgão, ainda precisa ser aprovado pelo Banco Central. Até lá, as duas empresas continuam operando de forma independente.
O iFood Benefícios afirma atender cerca de 65 mil clientes corporativos e 1,7 milhão de usuários, com cartão aceito em mais de 11 milhões de estabelecimentos. A Caju informa ter mais de 70 mil empresas clientes e 1,3 milhão de usuários, com aceitação em mais de 12 milhões de pontos.
O mercado de benefícios movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil e atende mais de 22 milhões de trabalhadores ligados ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que tem cerca de 470 mil empresas inscritas. Mudanças aprovadas no fim de 2025, como o teto de 3,6% nas taxas cobradas dos estabelecimentos e a abertura dos arranjos de pagamento, devem aumentar a concorrência no setor, segundo o Poder360.
“Com a Caju, teremos a capacidade de ter uma taxa de desconto menor do que o que o mercado pratica há um bom tempo”, disse Arthur Freitas, presidente do iFood Benefícios. Segundo ele, a divisão cresceu perto de 80% ao ano nos últimos três anos, e o investimento faz parte de um pacote de R$ 24 bilhões anunciado pelo grupo até março de 2027.
Eduardo Del Giglio, cofundador da Caju, vai continuar na empresa. “Juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que já fazemos”, afirmou. A compra ocorre enquanto o iFood enfrenta, no delivery, a expansão das chinesas Keeta e 99Food, além de concorrentes como Rappi e Aiqfome.
