Confiança da indústria gaúcha sobe a 45,5 pontos, mas segue no campo pessimista

A confiança do empresário industrial gaúcho subiu em outubro, mas continua no campo pessimista. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), divulgado na quarta-feira (21), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) avançou 3,1 pontos nos primeiros 20 dias do mês, de 42,4 para 45,5 pontos. Abaixo de 50, o índice indica cautela.

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, a recuperação é modesta e se deve quase só à melhora das expectativas para os próximos seis meses. "As incertezas políticas e econômicas, bem como as mudanças na jornada de trabalho, reforçam as preocupações com produtividade, produção e emprego", afirmou. Ele também citou as tensões no Oriente Médio, que mantêm riscos ligados ao petróleo, e o fortalecimento do El Niño, que amplia incertezas sobre agropecuária, infraestrutura e preço dos alimentos.

O Índice de Condições Atuais subiu 0,8 ponto, para 38,6, e segue abaixo de 50 desde novembro de 2024. Dentro dele, a avaliação da economia brasileira passou de 29,6 para 30,9 pontos, mas 62,4% dos empresários disseram que as condições pioraram ou pioraram muito. A avaliação das próprias empresas foi a 42,4 pontos, interrompendo três meses seguidos de queda; 36% apontaram piora.

O Índice de Expectativas cresceu 4,1 pontos e chegou a 48,9, o maior patamar do ano. A expectativa para a economia brasileira subiu 5,9 pontos, para 42,4, o maior nível desde novembro de 2024, ainda que 36,8% dos industriais esperem piora nos próximos seis meses e 47,2% prevejam estabilidade.

Já a expectativa para as próprias empresas voltou ao campo otimista, com 52,2 pontos, recuperando boa parte das perdas das quatro quedas anteriores. Entre os consultados, 48,8% esperam estabilidade nos negócios e 30,4% projetam melhora.