Flávio e Lula têm 50% cada no Datafolha; aprovação do governo volta a superar a reprovação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão empatados com 50% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), a três dias do segundo turno. Na rodada anterior, divulgada no dia 15, Flávio tinha um ponto a mais, e Lula, um a menos.

Nos votos totais, Flávio tem 47%, e Lula, 46%, empate técnico dentro da margem de erro. Brancos e nulos somam 5%, e os indecisos, 2%. No levantamento do dia 15, os números eram 47% e 45%; no do dia 8, 49% e 45%. Segundo o instituto, 94% dos eleitores estão totalmente decididos, e 6% ainda podem mudar o voto.

A rejeição de Flávio subiu de 44% para 46%, e a de Lula passou de 46% para 45%. Para 53% dos entrevistados, Flávio tem mais chance de vencer (eram 54%); 39% apontam Lula como favorito (eram 37%).

A pesquisa também mediu a avaliação do governo. A aprovação de Lula oscilou de 48% para 49%, e a desaprovação caiu de 50% para 48%, a primeira vez desde julho em que a aprovação fica numericamente acima. O governo é ruim ou péssimo para 39% (eram 41%), ótimo ou bom para 36% (eram 35%) e regular para 24%. Segundo cálculo da Folha de S.Paulo, as medidas anunciadas pelo governo na campanha já somam quase R$ 290 bilhões de impacto neste ano e em 2027.

Flávio tem as maiores vantagens entre os evangélicos (69% a 26%) e na região Sul (58% a 33%). Lula lidera no Nordeste (65% a 30%), entre quem ganha até dois salários mínimos (54% a 39%), entre os católicos (55% a 39%) e entre os eleitores com ensino fundamental (53% a 40%). Nos demais grupos, há empate na margem ou vantagem de Flávio.

Entre os eleitores de Lula, 81% dizem votar nele por considerá-lo o melhor candidato, e 13%, para derrotar Flávio. Entre os de Flávio, 65% o veem como a melhor opção, e 23% querem derrotar o presidente.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores, segundo a Folha, de 20 a 22 de outubro. A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-09709/2026.