Cury, Zema e Caiado estão com Flávio; Lula tem apoio de três ex-candidatos de esquerda

Os dez candidatos à Presidência da República que ficaram fora do segundo turno já definiram suas posições na disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para este domingo (25). Flávio reuniu cinco apoios, e Lula, três; dois ex-candidatos não apoiam nenhum dos dois.

Com Flávio estão Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata). Zema anunciou o apoio em 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno, e disse votar "contra o PT". Caiado oficializou a decisão em Goiânia, no dia 6. "Estarei com Flávio de corpo inteiro", declarou o ex-governador de Goiás, que terminou em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos.

Cury, terceiro colocado, com 3.448.569 votos (2,89% dos válidos), anunciou o apoio em 8 de outubro, depois de uma videochamada com Flávio. O escritor condicionou a decisão a uma carta com oito compromissos, entre eles a defesa do fim da reeleição presidencial, a ampliação da educação integral e do ensino técnico e a expansão da telemedicina no SUS. "O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos", diz o texto.

Clariana Barão condicionou o apoio à garantia de que "as mulheres não tenham um direito a menos nesse país". O último a se posicionar foi Wilson Grassi, que, em vídeo divulgado na terça-feira (20), anunciou voto em Flávio, mas fez críticas aos dois candidatos.

Lula recebeu o apoio de Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP), que, segundo o g1, deram "apoios críticos" ao petista em vídeos nas redes sociais. Hertz Dias anunciou "voto crítico no 13 no 2º turno, sem nenhum apoio ao governo Lula".

Rui Costa Pimenta (PCO) orientou o voto nulo, e Renan Santos (Missão) liberou seus apoiadores para votar em quem preferirem.

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões, e Lula, 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões.

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