Prévia da inflação cai para 0,32%, mas comida em casa sobe 1,01%; tomate lidera

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,32% em outubro, depois de alta de 0,70% em setembro, informou o IBGE nesta sexta-feira (23). Apesar da desaceleração, os alimentos consumidos em casa ficaram 1,01% mais caros, ante 0,38% no mês anterior, e o acumulado em 12 meses passou de 4,47% para 4,62%, acima do teto de 4,5% da meta de inflação.

O resultado veio abaixo das projeções. Segundo a Folha, a mediana das estimativas coletadas pela agência Bloomberg era de 0,45%, e o índice ficou abaixo até do piso das previsões, de 0,33%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,15%.

Oito dos nove grupos pesquisados subiram. Alimentação e bebidas teve a maior variação, de 0,88%, e o maior impacto, de 0,19 ponto percentual, cerca de 59% da inflação do mês, segundo o Poder360. De acordo com a Folha, é a maior alta do grupo para meses de outubro desde 2021. Subiram tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%); ficaram mais baratos a cenoura (-10,67%), as frutas (-1,37%) e o café moído (-1,16%). Comer fora também encareceu: alta de 0,56%, com a refeição em 0,61% e o lanche em 0,66%.

O único grupo em queda foi Habitação (-0,10%), puxado pela energia elétrica residencial, que recuou 0,89% com a troca da bandeira tarifária amarela pela verde, que não tem cobrança extra. Em Transportes (0,05%), a passagem aérea caiu 9,24%, mas os combustíveis subiram 1,20%, com destaque para óleo diesel (3,70%), etanol (2,73%) e gasolina (0,92%).

O IPCA-15 de outubro considera preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro em 11 áreas do país, entre elas a região metropolitana de Porto Alegre. O IPCA, índice usado para a meta, será divulgado em 12 de novembro. Na mediana do boletim Focus, do Banco Central, o mercado espera inflação de 5,22% em 2026. A Selic está em 13,75% ao ano, e o Copom volta a se reunir em 3 e 4 de novembro.

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