França trata como terrorismo ataque a tiros perto de Paris que deixou 1 morto e 4 feridos


Um homem abriu fogo de dentro de um carro contra pedestres na manhã desta sexta-feira (23) em Trappes e La Verrière, nos arredores de Paris, e matou uma pessoa e feriu ao menos outras quatro. O suspeito foi preso em Coignières, cidade vizinha. A Procuradoria Nacional Antiterrorista acompanha o caso, e o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que se trata "claramente de um crime terrorista".
Os disparos começaram por volta das 10h30 no horário local (5h30 em Brasília) em Trappes, comuna a cerca de 30 quilômetros a oeste de Paris, no departamento de Yvelines. Segundo a polícia, o atirador passou por diferentes pontos, como um ponto de ônibus, uma praça e um posto de gasolina. Nuñez parabenizou os agentes que interromperam o que chamou de "périplo mortal", que durou cerca de 15 minutos.
A vítima é um homem de 26 anos. Entre os feridos está uma menina de 12 anos, cujo estado de saúde é estável, segundo o prefeito de La Verrière, Nicolas Dainville. Os demais feridos foram levados ao hospital.
Os procuradores investigam o caso como "homicídio relacionado a uma organização terrorista" e apuram se houve motivação racial ou religiosa. Segundo a Folha, Nuñez e a ministra delegada contra a Discriminação, Aurore Bergé, disseram que o ataque pode ter tido conotação racista: o homem morto era de origem africana, e um dos feridos é magrebino. A CNN Brasil, com informações da Reuters, informou que o suspeito tem 39 anos e morava em uma cidade próxima.
O prefeito de Trappes, Ali Rabeh, disse à emissora BFM TV que o atirador parecia disparar a esmo contra quem cruzava seu caminho. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, escreveu no X que todos os recursos das forças de segurança e da Justiça foram mobilizados. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a nação está ao lado das vítimas e de suas famílias.
O ataque ocorre num momento de tensão no país. Segundo a Folha, Nuñez anunciou o envio de 70 mil policiais e militares para evitar distúrbios durante protestos sociais previstos para sábado, após a onda de violência do último fim de semana.
